007: O Espião que me Amava – Seiko 0674

Décimo filme da famosa franquia britânica, “The Spy Who Loved Me” traz Roger Moore pela terceira vez na pele do charmoso James Bond. Lançado em 1977, o longa-metragem tem nome homônimo ao livro de Ian Fleming – mesmo que da história original só se tenha aproveitado o título, pois o autor fez a solicitação de que o filme fosse reescrito por completo.

Dirigido por Lewis Gilbert, o filme foi um sucesso de crítica e bilheteria, o que acabou por garantir a indicação a três prêmios do Oscar (Direção de Arte, Música Original e Som) e em duas categorias do Globo de Ouro (Trilha Sonora e Música Original), ambos em 1978.

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Sinopse

Nesta aventura, o espião mais charmoso de todos os tempos precisa trabalhar com uma agente “inimiga” para salvar a humanidade. Quando submarinos nucleares de diversas nacionalidades começam a desaparecer do fundo do mar, é hora de James Bond (Roger Moore) entrar em cena. Mas desta vez, ele não está sozinho: a União Soviética também manda para a missão a estonteante Major Anya Amasova (Barbara Bach).

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Juntos, eles descobrem o plano do cientista Karl Stromberg, que deseja incitar a Terceira Guerra Mundial com o objetivo de exterminar do mapa as importantes cidades de Nova York e Moscou. Como solução à destruição iminente, ele construiria uma nova sociedade nas profundezas do oceano – esta, claro, sob seu domínio.

Durante os 125 minutos de filme, o espectador pode esperar um cabo de guerra natural entre Bond e Anya, tanto na corrida em busca pelo responsável do caos instaurado quanto na arte da sedução.

Trailer do filme: 

As Bondgirls

Mais uma vez, Roger Moore aparece cercado de lindas mulheres, mas quem polariza as atenções do espião é a sua parceira Anya Amasova. A personagem, que não estava na história original de Fleming, aparece como a melhor agente russa da KGB e tem tanto conhecimento quanto Bond nas artes da espionagem. É isso que faz dela uma das cinco melhores bondgirls da história pela revista Entertainment Weekly, mérito também de Barbara Bach – que também é conhecida no mundo dos famosos como mulher do ex-beatle Ringo Starr.

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Outra mulher com quem Bond se envolve neste longa-metragem é Fellica, interpretada por Olga Bisera. O encontro dos dois acontece quando Bond chega ao Cairo, Egito, para contatar Aziz Fekkesh sobre o microfilme do sistema de rastreamento submarino desenvolvido por Stromberg. Ela, então, com a missão de distrai-lo diz que Frekkesh “poderá chegar um pouco tarde” e o beija apaixonadamente. Enquanto isso, Sandor – que está em um janela com vista para a cena – tenta matar Bond com um tiro, mas a bala acerta a própria Felicca, que instantes antes decide alertar o agente sobre os planos de Sandor e acaba por salvá-lo com a própria vida.

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Os relógios de James Bond

É em “007: O Espião que me Amava” que finalmente acontece a ruptura do agente com a marca Rolex, mais precisamente com o Submariner, presente em todos os filmes anteriores. Agora, o modelo que desponta do pulso do galã é o Seiko 0674, um modelo muito raro da marca (portanto, os fãs do espião devem tomar muito cuidado ao tentar comprar o relógio, pois as chances de ser enganado são grandes!).

O modelo aparece no filme quando Bond recebe uma importante mensagem e o seu relógio digital pode ser visto. Por meio de uma fita, o agente 007 é ordenado a voltar para Londres. Interessante ver que no filme o modelo traz alguns riscos e arranhões, o que mostra o cuidado da equipe em fazer a cena ainda mais real.

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Apesar de não ser o primeiro relógio digital (não analógico) a aparecer na franquia, o modelo LCD de quartzo chamou a atenção da mídia e introduziu de vez a Seiko na série (outros modelos da marca seriam exibidos em “Moonraker”, “For Your Eyes Only” e “Octopussy”).

Curiosidades

– The Spy Who Loved Me foi o primeiro filme da série filmado em Dolby Stereo;

– O longa-metragem teve orçamento de US$13,5 milhões, sendo US$ 1 milhão gasto na construção de um tanque com capacidade para 1,2 milhão de galões de água para a produção das cenas aquáticas;

– O conceituado diretor Stanley Kubrick participou das filmagens ajudando na iluminação do tanque mencionado acima;

– Ao final do filme, já nos créditos, há o anúncio de que James Bond voltará às telonas em “007 – Somente para seus Olhos”, mas como em 1977 fez muito sucesso “Guerra nas Estrelas” e “Contatos Imediatos de Terceiro Grau”, os produtores decidem fazer “007 Contra o Foguete da Morte”, uma aventura espacial, antes do outro para aproveitar o momento.

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